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A CIDADE DE ITAJAÍ |
oferecimento
BREVE HISTÓRICO DA CIDADE
| Os
primeiros homens brancos a transitarem por águas e terras do
município de Itajaí, o fizeram com o intuito de explorar
fabulosas minas de metais preciosos, as quais posteriormente mostraram-se
não tão enriquecedoras como assim as relatavam. Segundo
D’avila (1982) o primeiro a se instalar às margens do rio
Itajaí-Açú foi João Dias de Arzão,
em 1658, quando recorreu às autoridades de São Francisco
do Sul, a qual as terras eram subordinadas, solicitando uma sesmaria
para que pudesse desenvolver trabalho agrícola. Esta que foi
a primeira fonte econômica do município, seguida imediatamente
pelo comércio madeireiro (depois substituído pela pesca),
o qual viria a tornar o porto de Itajaí o maior do país
no escoamento do produto, com relações comerciais principalmente
com o Rio de Janeiro e São Paulo. O comércio era vinculado à principal atividade desenvolvida na cidade (comércio madeireiro), tendo sua primeira casa comercial sido instalada, algumas décadas antes da criação do município, por Agostinho Alves Ramos, em 1820. Porém, a maior parte dos produtos eram adquiridos em Blumenau, cidade vizinha localizada a 50 km a oeste, através de encomendas, de onde as mercadorias eram trazidas, por barcos a vapor, até o porto da cidade; isto entre os anos de 1850 e 1900 (LINHARES, 1997). Dito como município pela Assembléia Provincial e pelo Presidente da Província em 04 de abril de 1859, a instalação do mesmo se daria pouco mais de um ano depois, com a Câmara para Sessões devidamente criada, em 15 de junho de 1860. Nesta época Itajaí apresentava menos de três mil habitantes (D’AVILA, 1982). Nas duas últimas décadas do século XIX, Itajaí se caracterizava como uma grande “aldeia” de pescadores, mas com destaque para o comércio madeireiro, tido como promissor no papel para o progresso econômico da cidade. A percepção de otimismo para com a atividade madeireira perdurou até os primeiros anos da segunda metade do século XX, quando uma instabilidade econômica internacional somada a decadência do transporte marítimo no Brasil, encerraram a importância econômica do setor para o município (idem). Como saída, por volta de 1970, a atividade madeireira foi substituída pela pesqueira e, usufruindo dos incentivos do governo federal para o setor, Itajaí recoloca seu porto na rota nacional como o maior escoador do país no setor pesqueiro. Atualmente, a atividade portuária atende na distribuição de uma grande diversidade de produtos, porém com ênfase nos produtos congelados (principalmente aves e carne suína), madeira e seus derivados (papel e celulose, por exemplo). As transformações histórico-sociais-econômicas foram significativas na cidade, solidificando sua trajetória e características atuais no comércio e serviços. A cidade que no ano 2000 possuía 147.494 habitantes (IBGE, 2000), tem sua base econômica diretamente ligada ao Porto de Itajaí, principalmente, à pesca, à indústria, ao comércio e também ao turismo, que por sua vez vem recebendo atenção especial da administração municipal, fatos demonstrados através da instalação do píer turístico às margens do rio Itajaí Açú, no centro da cidade de Itajaí. A proposta é colocar a cidade entre as rotas dos navios de passageiros que passam pela costa catarinense, o que traria ao comércio local possibilidades de negócios (aumento nas vendas) e, por conseqüência, geração de novos postos de trabalho. Baseado nas contribuições dos autores citados, entende-se que a cidade, em todo seu contexto histórico, sempre esteve muito envolvida com o comércio. |
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| Fontes: D’ÁVILA, Edison. Pequena História de Itajaí. Itajaí: Prefeitura Municipal de Itajaí/Fundação Genésio Miranda Lins, 1982. LINHARES, Juventino. O que a memória guardou. Itajaí: Editora da Univali, 1997. |
PONTOS TURÍSTICOS
Píer Turístico